Monitoramento ambiental e climático da Bacia do Rio Negro

Nossos AIMAs, agentes indígenas de manejo ambiental, formam uma rede de quase 60 pesquisadores indígenas localizados nos três municípios de atuação da FOIRN – Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira. Eles produzem conhecimento, pesquisas e apoiam atividades voltadas à governança sustentável de suas comunidades, além de estimular o intercâmbio entre a ciência dos brancos e o conhecimento tradicional indígena

Da dir. p/ esq.: José Pedrosa (Tukano), Arlindo Moura (Tukano), José Campos (Desana), Rosivaldo Miranda (Pira-tapuya) e Vilmar Azevedo (Tukano), AIMAs e interessados treinando no uso de tablet durante início das pesquisas para monitorar o clima e o meio ambiente

As pesquisas produzidas pelos AIMAs sob a coordenação do Instituto Socioambiental (ISA) e em diálogo com pesquisadores de diversas instituições vem ganhando destaque em eventos nacionais e internacionais, como a Cúpula da ONU sobre as Mudanças Climáticas, Congresso Internacional de Etnobiologia, entre outros eventos nos quais os AIMAs são convidados a apresentar seus trabalhos. Atualmente, essa rede de pesquisadores indígenas vem divulgando suas pesquisas através da ARU, que é a primeira revista de pesquisa intercultural da Bacia do Rio Negro. A publicação é semestral e distribuída gratuitamente para os AIMAs e suas comunidades. Ela também pode ser comprada pela internet no site do ISA: https://loja.socioambiental.org/.

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Calendário ecológico do rio Tiquié.
Desenhista: Cesar Meira Barbosa (Tuyuka), com apoio do grupo de Agentes Indígenas de Manejo Ambiental (AIMAs) do rio Tiquié e assessoria de Pieter-Jan Van der Veld/ISA. I Encontro Geral de AIMAs da bacia do rio Negro, que reuniu 70 pessoas das etnias Baniwa, Bará, Barasana, Baré, Curipaco, Desana, Itano, Lanawa, Makuna, Piratapuya, Tariana, Tatuyo, Tukano e Tuyuka, do Brasil e da Colômbia, para compartilhar experiências, conhecimentos e modos de fazer o manejo ambiental, visando governança ambiental e territorial da bacia do Rio Negro, do Rio Apapóris e seu afluente Pirá-Paraná (bacia Japurá-Caquetá)

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Ao pesquisar, por exemplo, sobre seus calendários astrológicos tradicionais e a relação das constelações com os ciclos de produção de alimentos, reprodução de animais e outras variáveis ambientais, os AIMAs também valorizam conhecimentos tradicionais passados pelos velhos conhecedores de suas comunidades. O encontro entre tecnologia, como uso de tablets, GPS, câmeras de vídeo e foto, com saberes tradicionais vem proporcionando a divulgação e valorização do conhecimento indígena sobre a floresta amazônica, sendo de vital importância para o atual contexto de mudanças climáticas e desequilíbrio ambiental.

Saiba mais sobre os AIMAs:

São os mais velhos que ensinam como viver em nosso território:
https://medium.com/@socioambiental/s%C3%A3o-os-mais-velhos-que-ensinam-como-viver-em-nosso-territ%C3%B3rio-4345552e469c

Pesquisadores indígenas discutem a grande seca que atingiu o rio Negro:
https://www.socioambiental.org/pt-br/blog/blog-do-rio-negro/pesquisadores-indigenas-discutem-a-grande-seca-que-atingiu-o-rio-negro

Indígenas pesquisadores do Rio Negro participam da Belém +30:

https://www.socioambiental.org/pt-br/blog/blog-do-rio-negro/indigenas-pesquisadores-do-rio-negro-participam-do-belem-30

O retorno das ariranhas à paisagem baniwa:
https://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/o-retorno-das-ariranhas-a-paisagem-baniwa

Publicações disponíveis no ISSUU relacionadas às pesquisas interculturais:

Manejo do mundo – Conhecimentos e práticas dos povos indígenas do Noroeste Amazônico

Ciclos Anuais no rio Tiquié

Manual de Etnobotânica 

Plantas, Artefatos e Conhecimentos Indígenas